second chances won't leave us alone
Tenho boas intenções, não vou dizer que não foi de propósito, eu quero sentir aquele calor, o calor daquela pele não tão mais escura quanto a minha. Paro o caro, dou uma desculpa esfarrapada, eu sei que não colou, mais ela parece querer aquele momento tanto quanto eu. Ligo o som do carro, ela não gosta do meu rock antigo, aquele estilo Beatles. Não posso controlar a vontade, mais forte que eu, todas as palavras que eu havia ensaiado em segredos, em cenas e atos que duravam horas, agora tudo se foi por conta desse nervosismo desnecessário que me toma por completo. Resolvo tomar uma iniciativa, toco-lhe os dedos que estavam próximos aos meus. Sentimento estranho, energia boa. Seus dedos percorrem por minha mão, um caminho confuso, sentidos diferentes. Aquele silencio, agora era necessário e por mais que eu quisesse pronunciar alguma palavra, não conseguia. Fecho os olhos, sinto que o calor que tanto quero, se aproxima de mim, não posso suportar. Aperto-lhe a mão, não tão forte como geralmente faço, nem de forma carinhosa, mais em forma de desejo. De repente, me sobe um calor de tão grande dimensão, que meu coração palpita como as batidas pesadas da nova musica que toca ao fundo. Um contato. Meu lábio inferior, tocando outro lábios. Ela me beijara, ao som de Pierce the vail.

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